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DIETAS
Como emagrecer para sempre

Ana Holanda*

 

Comer de tudo um pouco, com muito bom senso. Esta é a receita mais tradicional, honesta e certeira para perder e manter o peso e a saúde. Quando o assunto é dieta, saber exatamente o que funciona o que não funciona e porque ajuda a conquistar o peso ideal. Para sempre!

 Dá para passar o verão só com frutas

Mito.
Toda dieta que prioriza apenas um tipo de comida é furada. Há dezenas de exemplos por aí: só proteína, só frutas, só sopa etc. Além de ser difícil de fazê-la por muito tempo, você pode fazer mais mal do que bem para seu corpo. Pior, pode ter efeitos desagradáveis, como mal-estar, dor de cabeça, tontura e até mau humor, causados pela falta de nutrientes. A ausência de carboidratos, como pães, biscoitos, massas, por exemplo, causa mau hálito. E se a dieta for só de proteína, como carnes e gorduras, pode levar a problemas no coração, nos rins e aumento do colesterol.

Nas dietas com poucas calorias, você emagrece rápido, mas depois acaba engordando tudo de novo

Verdade.
Isso acontece porque com essas dietas, em geral, não se mudam os hábitos alimentares. Se você come tudo errado vai voltar a engordar. Pior, quando se emagrece rápido se perde mais músculo do que gordura e corre-se o risco de fazer uma grande bagunça no organismo, causando, inclusive, ausência de menstruação e problemas de fertilidade. E mais: sem uma atividade física, dietas a jato deixam a pele flácida. O ideal é emagrecer um quilo por semana, em média.

Mais difícil do que emagrecer é se manter magra

Verdade.
Isso acontece por um processo simples: quando você engorda, aumenta a quantidade de células que armazenam gordura. Quando se perde peso, e essas células esvaziam, seu cérebro entende isso como um prejuízo, porque a gordura é também "estoque de energia". E a tendência é repor o estoque, ou seja, voltar ao mesmo peso de antes da dieta. Como evitar isso? Comendo certo - alimentos pouco calóricos, ricos em todos os nutrientes, em pequenas quantidades e sem pular as refeições - e fazendo exercícios.

Depois de um tempo fazendo dieta não dá para perder mais peso

Depende.
O que acontece é que o emagrecimento se torna mais lento porque o organismo encara isso como um período de carência, afinal seu estoque de gordura está diminuindo, então começa a economizar energia.

Efeito sanfona é ruim para a saúde

Depende.
Emagrecer e engordar três, quatro, cinco quilos freqüentemente não traz danos para seu corpo. Mas a mesma regra não vale quando são dez, 20 quilos ou mais, porque as mudanças que acontecem são muito grandes. O coração, os rins e outros órgãos precisam estar a todo momento se adequando a seu novo tipo físico, e isso é péssimo para sua saúde.


Não dá para emagrecer sem exercícios

Depende.
Para emagrecer é preciso fazer uma conta matemática simples: a quantidade de calorias que se adquire comendo tem que ser sempre menor do que a gasta. Assim, o que faltar para o seu organismo funcionar é retirado das gorduras extras espalhadas pelas coxas, barriga e braços. Ao praticar alguma atividade física aeróbia, como corrida, caminhada, natação, você acelera este processo de emagrecimento, porque este tipo de malhação, feito por pelo menos 45 minutos, ajuda a queimar gordura. Musculação e ginástica localizada transformam gordura em músculo. Pesquisas mostram, ainda, que a maior parte das pessoas que emagrecem e se mantêm magras pratica algum exercício na rotina diária.

Remédios para emagrecer viciam

Depende.
Existem vários tipos de remédios que funcionam como uma espécie de "empurrão" para quem não consegue emagrecer muitos quilos. Mas não devem ser prática comum ou ter papel de muleta para quem reclama de quatro ou cinco quilos a mais. Alguns aumentam a sensação de saciedade ou diminuem a absorção de gorduras. As tão populares anfetaminas, por exemplo, inibem o apetite, mas mexem com o sistema nervoso, deixando a pessoa muito agitada e nervosa. Tranqüilizantes e antidepressivos também costumam ser receitados para ajudar a diminuir a ansiedade e, assim, a compulsão. Todos devem ser usados com acompanhamento médico e ter sua utilização reduzida até que se consiga continuar a dieta sem as pílulas.

Dá para emagrecer comendo sanduíche

Verdade.
É claro que não vale hambúrguer lotado de queijo ou molhos de maionese e creme de leite. Os sanduíches são, inclusive, uma alternativa para quem trabalha fora e não tem opções de refeições pouco gordurosas perto do escritório. Uma dica é preparar lanches com recheios de salada (alface, tomate), atum ou peito de peru, queijo branco, ricota e, se você quiser, um pouquinho de azeite. Tudo isso num pão rico em fibras, como o integral ou de sementes de linhaça.

Comer alimentos com menos calorias ajuda

Depende.
Trocar, por exemplo, um pão com manteiga por uma torrada com geléia dietética pode dar na mesma se você exagerar na quantidade de geléia. Quanto a pão e torrada, a quantidade de calorias é similar.

Comer carboidratos à noite engorda

Mito.
Mais uma vez o que vale é a quantidade de calorias ingeridas. O ideal é comer pouco e várias vezes ao dia. Isso ajuda a acelerar o metabolismo.

Shakes para emagrecer são uma boa alternativa

Depende.
Se você tomar apenas shakes, que são pobres em nutrientes, vai cometer o mesmo erro de tentar perder peso comendo apenas um tipo de comida. Uma idéia é incluí-los em uma das refeições. Além disso, tomar shakes como única fonte de alimento é um tremendo sacrifício para o paladar! Comer deve ser um ato de prazer. A expressão "comer com os olhos" é uma grande verdade. A visão de um prato com alimentos gostosos, coloridos e bem-arrumados faz com que o cérebro mande mensagens para o organismo. O primeiro sinal é a boca se encher de saliva. Mastigar pausadamente é outra maneira de se saciar mais rapidamente, porque você dá tempo para o organismo mandar outra mensagem para o cérebro. Dessa vez, avisando que você está se alimentando e, assim, parar com a sensação de fome.

* Fontes: Freddy Goldberg Eliaschewitz, chefe de Endocrinologia do Hospital Heliópolis (SP) e endocrinologista do Hospital Albert Einstein (SP); Maria Cristina Ribeiro Morales, nutricionista; e Patrícia Menezes, endocrinologista

                                                                                

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