Nunca Pare de Dançar

Às vezes sinto uma lágrima brotar lá de dentro, uma mais intensa que muitas que já rolaram por meus olhos.
Sinto um aperto, que parece apertar não só o coração, mas todos os órgãos do meu corpo.
Sinto que posso subir e descer em um piscar de olhos.
É loucura sofrer, mas é ainda mais loucura quando você não quer entender.
Entender que dias ruins sempre nascem, que sentimentos tristes sempre se apoderam de você em algum momento, e que para não sucumbir a eles, você precisa ter jogo de cintura, olhar adiante, mais adiante do que suas mãos podem tocar.
Olhar para além do que te falta, abraçar o que lhe resta.
Às vezes queremos o que não precisamos naquele momento, exigimos o que não necessitamos, e por não ter o que achamos que precisamos, sentimos que a vida não tem sentido, que todo o sentido está em ter o que não teremos.
Queremos uma casa nova, mas naquele momento o que precisamos é um lugar pequeno para ter aqueles que são importantes bem perto de nós.
Às vezes queremos um emprego novo, mas o que precisamos é aquele que irá nos fortalecer, para mais tarde estarmos preparados para uma coisa maior.
Às vezes queremos mais dinheiro, mas o que precisamos é o suficiente para nos deixar nutridos, aquecidos e prontos para lutar.
Às vezes queremos mais reconhecimento, mais popularidade, mas o que precisamos é de uma vida recatada, para usufruirmos das nossas melhores inspirações.
A lágrima de hoje, aquela que brota lá dentro, pode ser a minha chave da porta do céu.
Tudo é para ser conforme a dança, o importante é nunca parar de dançar.



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