O tempo passa.
Nem tudo me é estranho.
Eu sou estranho.
Estrangeiro de mim mesmo.
No meu simples modo de ser.
Também existo.
E assim vivo a procurar qual o melhor viver.
A caneta passeia sobre o papel.
A Poesia nunca foi escrita para você.
Porque você já é: Pura. Terna.
Um silêncio no meio da guerra.
Uma flor no seio da Terra.
É o que vejo e sinto.
Não existir somente.
Respirar na calada da noite
E sussurrar o seu nome.
Pecado oculto...
Luz que alimenta as estrelas.
Te vejo assim.
E o tempo passa.
Você de repente olha para mim
Com um simples sorriso.
Uma linda poesia
Que desliza vagueando no meu pensamento do dia-a-dia.
E assim calado.
Coração adormecido.
Me esqueço.
Esqueço de Mim.
Saio do mundo.
Já não estou aqui.
Enfim o mundo é natural.
Mas nada é igual
Ao que se pode descrever de você MEU AMOR.
Você poderia ser uma flor,
Um poema, um raio de luz, uma canção de amor sem Tema.
E nada do que se vê é exatamente como a gente realmente quer:
Tudo vira miragens e sonhos.
E você simplesmente veio ao mundo,
Rasgando ilusões, ferindo corações taciturnos,
Numa bela forma, numa arte final, de uma misteriosa mulher.



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