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Mercado de trabalho
Quebra recordes
O “País do futebol” abre espaço
para outros
esportes e multiplica opções
para o educador físico
É sempre
assim. Basta um atleta
destacar-se internacionalmente
numa modalidade esportiva para
que o País todo se converta a
ela. Foi o que ocorreu, por
exemplo, com o tênis, que
fascinou os brasileiros depois
das vitórias conseguidas mundo
afora por Gustavo Küerten.
Da mesma forma, nem
bem os atletas brasileiros
passaram a ocupar os lugares
mais altos dos pódios nas
competições de vôlei e o esporte
invadiu as nossas praias e
quadras. Vai longe, portanto, o
tempo em que o Brasil era
considerado o “País do futebol”.
Esse esporte, claro, ainda é o
mais difundido entre nós, mas já
divide a atenção – e os esforços
– dos brasileiros com várias
outras modalidades. Tanto melhor
para o educador físico –
profissional indicado para
definir o tipo, a carga e a
freqüência de atividade física
mais adequada para cada pessoa
-, que vê seu campo de trabalho
expandir-se de forma inédita.
Para orientar
corretamente o esportista, esse
profissional dispõe de um vasto
arsenal de conhecimentos
científicos, que remontam à
Grécia Antiga. Foi lá que
surgiram as primeiras
olimpíadas, que servem até hoje
de modelo para os Jogos
Olímpicos – que, aliás, retornam
ao seu país de origem em 2004.
Com o passar do tempo, a
Educação Física foi angariando
reconhecimento e, em meados de
século XIX, chegou à academia.
No Brasil, esta ciência – sim,
trata-se de uma ciência! –
desembarcou já no começo do
século XX, trazida por
profissionais europeus, à mesma
época que aportaram por aqui o
basquete, o futebol, a ginástica
e o atletismo.
Os cursos de
formação de professores foram
criados entre 1920 e 1930 e eram
ligados a instituições
militares. Com o tempo ganharam
status de curso superior e, em
1988, a profissão foi
regulamentada. “Agora, só o
diploma de curso superior
habilita para o exercício da
profissão”, lembra a professora
Mônica Brochado, do Instituto de
Biociências. “Antes, um
certificado obtido em entidades
internacionais de ginástica
bastava para se dar aula em
academias”, recorda.
O campo de
trabalho, pelo que se viu até
aqui, é muito amplo. “Este
profissional pode atuar em
academias, clubes, escolas,
clínicas, spas, hospitais e
creches, empresas públicas e
privadas, condomínios,
acampamentos ou como personal
trainer” , explica o coordenador
do curso de Educação Física da
Faculdade de Ciências e
Tecnologia, Antonio Celso Benine.
“Caso opte pela Licenciatura,
pode ainda fazer pesquisas ou
dar aulas em escolas e
universidades.” Quem planeja ser
técnico desportivo deve fazer um
curso de especialização na
modalidade preferida.
Por se tratar de
uma carreira multidisciplinar, o
educador físico deve adquirir ao
longo de sua formação
conhecimentos ligados a áreas
como Biologia, Psicologia,
Filosofia, Sociologia,
Fisiologia, Anatomia, História e
Pedagogia. “A atuação em
estágios e a participação em
congressos, assistindo e
apresentando trabalhos, também
auxiliam no aprimoramento do
futuro profissional, que deve se
atualizar constantemente”,
sugere Cleusa Medina Custódio
Alves, coordenadora do curso de
Educação Física da Faculdade de
Ciências.
Entre as
disciplinas do curso, são
abordados temas como Filosofia,
Biologia, Educação e Cultura,
além de conhecimentos
específicos – Esporte, Lazer,
Arte, Cultura Corporal e
Educação Especial. São
organizados também congressos,
seminários e outras atividades
científicas. Os estágios,
obrigatórios, são realizados com
a supervisão de um professor. Ao
final, os alunos devem
apresentar um trabalho de
conclusão de curso.
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