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Missão: Juntar as peças do
quebra-cabeça da vida
Na
maravilhosa busca pelos mecanismos
da existência, o biólogo tem, à
sua disposição, a maior
biodiversidade do planeta
Pode procurar. Nenhuma
outra região do planeta reúne
tamanha biodiversidade como o
Brasil. É este, portanto, o
território ideal para o pleno
desenvolvimento das Ciências
Biológicas. O País reúne 28% do
que resta das matas tropicais do
globo, além da maior bacia
hidrográfica e o maior número de
espécies de primatas, anfíbios,
artrópodes e peixes de água doce.
“Essa diversidade toda é à nossa
capacidade de trabalho”, diz o
coordenador do curso de Ciências
Biológicas, Manoel Victor Franco
Lemos. “É um campo vasto, repleto
de ramificações, com um sem-número
de mistérios a serem desvendados e
problemas a serem resolvidos.”
Os
mistérios da origem da vida,
objeto de estudo dessa área,
fascinam o ser humano desde a
Pré-História. Até Aristóteles
(século III a.C.), predominavam as
explicações religiosas para os
então
insondáveis enigmas propostos pela
natureza. Foi o sábio grego quem
formulou a hipótese da geração
espontânea, que dominou a ciência
por quase 2 mil anos, até que o
químico e biólogo francês Louis
Pasteur (1822-1895) demonstrasse
não ser possível gerar vida
espontaneamente. Abriu-se, então,
o caminho para a biogênese,
segundo a qual a vida sempre se
origina de outro ser vivo. “O
interesse pela existência gera o
fascínio pela biologia”, resume o
coordenador do curso de Ciências
Biológicas da Faculdade de
Ciências, câmpus de Bauru, Olavo
Speranza de Arruda.
Não
bastasse a diversidade e a
extensão territorial do País, a
biologia brasileira atravessa um
excelente momento, principalmente
no Estado de São Paulo, com a
realização dos projetos genoma,
que buscam decifrar o código
genético de diversas espécies do
mundo vegetal. Para a coordenadora
do curso de Ciências Biológicas do
Instituto de Biociências, Letras e
Ciências Humanas, Eleni Gomes, o
biólogo, para participar dessas
pesquisas, deve ter, antes de
tudo, vocação para o estudo.
“Precisa saber observar o mundo e
estar preparado para
multidisciplinaridade.”
Como se
vê, o campo de trabalho para o
biólogo é vasto: ele pode elaborar
projetos e pesquisas científicas
básicas e aplicadas, pode dirigir
ou prestar consultoria a empresas,
fundações, sociedades e
associações de classe ou, ainda,
realizar perícias, emitir e
assinar laudos técnicos. “O
profissional precisa saber juntar
as várias partes de que se compõe
o quebra-cabeça da vida”, diz a
coordenadora do curso de Ciências
Biológicas do Instituto de
Biociências, Iracy Pecora. Com ela
concorda o colega Lemos. “Dessa
forma, o biólogo se torna refém da
maravilhosa busca da compreensão
dos mecanismos da vida”.
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