Oswaldo Montenegro

Declaração de Amor / Autores

Tocando Em Frente

Tocando Em Frente

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso, porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, ou
Nada sei, conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida, seja simplesmente
Compreender a marcha, ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro, levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou, conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maças
É preciso amor pra puder pulsar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia, todo mundo chora
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nos compõe a sua história, cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz, e ser feliz
conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso, porque já chorei demais
Cada um de nos compõe a sua história, cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz, e ser feliz



Que a minha loucura seja perdoada

Que a minha loucura seja perdoada, pois metade de mim é amor e a outra metade também.



Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso

Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso, porque já chorei demais. Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe.



Metade

Metade

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
A outra metade é silêncio

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Pois metade de mim é partida
A outra metade é saudade

Que as palavras que falo
Não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas como a única coisa
Que resta a um homem inundado de sentimentos
Pois metade de mim é o que ouço
A outra metade é o que calo

Que a minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que mereço
Que a tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
A outra metade um vulcão

Que o medo da solidão se afaste
E o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso
Que me lembro ter dado na infância
Pois metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade não sei

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o seu silêncio me fale cada vez mais
Pois metade de mim é abrigo
A outra metade é cansaço

Que a arte me aponte uma resposta
Mesmo que ela mesma não saiba
E que ninguém a tente complicar
Pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Pois metade de mim é plateia
A outra metade é canção
Que a minha loucura seja perdoada
Pois metade de mim é amor
E a outra metade também



É preciso amor pra poder pulsar

É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir.



Porque metade de mim é partida

Porque metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade.